O pastor Marco Feliciano declarou em seu site oficial nesta quinta-feira, dia 21, apoio a candidata do PT, Dilma Rousseff. Leia a carta na integra:
Porque Dilma?
Amigos e irmãos deste abençoado Brasil nestes últimos dias muito tem se falado sobre minha manifestação de apoio a candidata a presidenta Dilma Rousseff, infelizmente a maldade e distorção de fatos produzem factóides distantes da verdade tentando alcançar com mentiras a consciência livre do povo de Deus, juízes sem toga que se apossam de uma prerrogativa que é só do Deus altíssimo.
É necessário a todos saber versar um dos mais importantes dons que orientam nossa vida cristã o “discernimento”. Sob esta orientação a luz de nossa constituição maior, este se torna o um dos maiores fundamentos para se tomar decisão sobre algo, pois o discernimento do Espírito Santo convence da justiça e do juízo diz a Bíblia.
Fui convidado para conhecer a Ministra Dilma e como pastor pude discernir suas intenções, e no tempo que passei com ela pude ouvir com clareza de sua boca seu compromisso com os cristãos do Brasil em defender a vida e continuar defendendo os avanços que trouxeram prosperidade ao País.
Agora como Deputado Federal eleito firmei com ela e seu partido, junto com outras dezenas de líderes evangélicos, religiosos e representantes de diversos segmentos da sociedade, o compromisso que os temas que tentam polemizar sua campanha neste momento, serão tratados com o devido respeito e clareza, não deixando brechas para que a igreja e a família sejam feridos.
Dilma nos disse que a liberdade religiosa continuará sendo respeitada. Assumiu publicamente ser a favor da vida, mencionando sua posição sobre o aborto. Infelizmente a internet, tem sido um campo aberto e perigoso para disseminação de orientações, equivocadas e distorcidas, em sua verdade, tentando confundir o eleitor cristão com emails e vídeos editados, que atribuem a Dilma situações que levam os Cristãos a terem medo de seu governo, situações que também levaram os Cristãos a terem medo de Lula, que disseram que quando assumisse o governo, fecharia as igrejas, e pelo contrario, o governo Lula não fechou igrejas e também não permitiu que as igrejas fossem consideradas associações, preservando a liberdade da sua homilia acerca das contribuições feitas livremente pela sua membresia, projeto esse que já tinha sido aprovado pelo PSDB, através da sua maioria na câmara e caminhava para ser colocado em vigor através do novo Código Civil, que acabou sendo alterado a pedido de Nosso Presidente, outra coisa que é preciso ser esclarecido é que, quem licenciou o aborto, foi o Ministro da Saúde no governo FHC, a saber o Sr. Serra, hoje candidato a Presidência da Republica e que nessa semana disse ser a favor do casamento homossexual, informação essa divulgada através da imprensa.
Gostaria de deixar aos meus irmãos e eleitores uma palavra: cuidado com informações caluniosas que se difundem através da internet, tentando fazer-nos acreditar em mentiras pinoquiais produzidos por quem tem compromisso de confundir, em detrimento a um fundamentalismo de interesse, que não cabe mais em nosso tempo, não vivemos mais na Era Medieval.
Posso dizer a você que como Deputado Federal eleito pelo Estado de São Paulo, com mais de 211 mil votos, fui procurado pela presidência do meu partido, o PSC para que eu pudesse estar com a Sra. Ministra Dilma Rousseff, e deixei claro a presidência do meu partido minha posição: SOU CONTRA O ABORTO, a favor da liberdade religiosa. E então fui ouvi-la, o que fiz de bom grado, e após ouvi-la fiz um acordo, gozando da posição de Deputado que me foi depositada, e dela tive o compromisso de manter a luta pela vida e a liberdade Cristã de nosso Pais.
Faço então um pedido, vamos dar continuidade ao governo que deu certo. Pois acima do governo dos homens, temos o governo soberano de Deus que é justo e verdadeiro. Outrossim, declaro publicamente que não houve em momento algum outras motivações, a não ser as que aqui esclareci, como a luta pela liberdade religiosa e pela vida, para que eu apoiasse a ministra.
Gostaria de lembrar ao querido povo de Deus, que, não estamos elegendo um SACERDOTE RELIGIOSO, e sim um líder político, que ao governar, não governará para um segmento religioso, e sim governará para UMA NAÇAO INTEIRA, sendo esta uma nação soberana onde seus filhos tem a liberdade de escolher seus caminhos. O próximo presidente governará evangélicos, católicos, espíritas, umbandistas, ateus, etc. Governara um País Laico.
Cabe a nós e não ao líder político, como igreja orar e trabalhar na propagação do evangelho para que haja salvação em nossa pátria.
Fica aqui meu protesto contra as mentiras, os sensacionalismos disseminados através da internet, os vídeos e cartas, principalmente quando sabemos que pessoas se aproveitam da democracia para escrachar , esculhambar e destruir a imagem de quem quer que seja em seu próprio beneficio e interesses usando para isso a simplicidade do nosso povo.
Eu já fui alvo de tudo isso e sei como é terrível lutar contra uma calunia. Protesto que se aproveitem da credulidade pura dos crentes, levando-os a odiar e difamar pessoas por simplesmente ouvirem, ou lerem, que alguém que trás na frente do seu nome um titulo de SACERDOTE, valendo-se do poder do microfone, da mídia seja ela de que vertente for manipule a seu próprio favor uma mentira que dita varias vezes, soe como se fosse verdade.
Defendo a democracia, onde o voto é livre, é pessoal, e não pode ser comprado nem manipulado, valendo o direito de escolha, comparando projetos de governo. Democracia que da o direito de escolher qualquer candidato.
Mostramos força, quando a imprensa divulga que o fator religião hoje tem que ser respeitado pois ele define a política nacional, todavia não devemos disseminar o ódio religioso, nem levar este país, que é livre, abençoado, aos ditames de uma guerra santa.
Que a verdade seja sempre o alicerce da igreja. E se pessoas mudam seu parecer PARA MELHOR, e penhoram sua palavra para isto, que não seja isto visto como sinal de fraqueza e sim de hombridade, pois nunca é tarde para se fazer o certo, digo isto pois alguns irão questionar palavras do passado ditas pela ministra, então que se guarde isso: No ultimo dia 13 de Outubro em uma reunião em Brasília, mais de 100 lideranças evangélicas de peso nacional, tivemos sua palavra dada, e posteriormente uma carta na qual ela assume publicamente que em seu governo lutará pela vida e que este país continuará sendo um país com cultura e costumes cristãos, e isto para mim já está de bom tamanho.
Nossa bancada evangélica que ainda esta sendo formada já conta com mais de 65 Deputados Federais eleitos, vários Senadores evangélicos eleitos também. Lutaremos juntos pelos interesses daqueles que nos elegeram, com a ajuda de Deus blindaremos a família que é o alicerce da igreja e não envergonharemos nossa fé, sempre em nome da verdade.
Pense com clareza, sem mentiras, no futuro desta nação. Avalie o Governo Lula no qual Dilma dará continuidade, não se esqueça que durante a grande crise mundial, o Brasil foi o ultimo país a ser atingido e o primeiro a sair dela, pois tem uma economia forte, lembre-se que durante o governo Lula o país teve 3 vezes mais empregos gerados do que no governo anterior, lembre-se que o Pré-sal só é uma realidade hoje porque foi no governo lula que houve investimentos em infra-estrutura permitindo assim a descoberta do Pré-Sal que há de financiar segurança publica, educação e saúde, entre tantas outros projetos. Para que esse estilo de governo continue, dia 31 de outubro vote 13, vote em Dilma Houssef para presidente da república.
Fonte: Marco Feliciano
Via: www.guiame.com.br
Salmos 122 : 6 diz: "Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam." Gênesis 12:3 diz: “Abençoarei aqueles que te abençoam, e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoam”.
Palavra do Senhor
"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8 : 32)
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Edificando pequenos grupos em uma igreja com propósitos
A última década do século XX e esses primeiros anos do século XXI têm sido decisivos para as igrejas evangélicas brasileiras. Definitivamente os evangélicos conquistaram seu lugar ao sol em solo brasileiro (hoje são pelo menos 17 % da população), deixaram de ser "religião de pobre e ignorante" e entraram em todas as camadas sociais, centros universitários e altos escalões do governo.
Hoje vemos que algumas igrejas cresceram numa porcentagem muito alta nesses últimos anos, enquanto outras cresceram pouco. Cada uma justifica seu crescimento de acordo com sua própria óptica e aponta vários fatores para explicar por que isso aconteceu.
Algumas igrejas, em especial as pentecostais, por tradição já têm um ministério leigo bastante ativo há décadas. As igrejas neopentecostais trouxeram modelos importados e adaptados ao contexto nacional. As igrejas de linha histórico-doutrinária mais tradicional nunca tiveram um ministério leigo realmente ativo e importante no seu contexto interno, porém, algumas delas vendo a necessidade e a importância dele, e analisando os exemplos de igrejas que adotaram modelos importados e progrediram "com eles" e "através deles", optaram por adotar e adaptar os modelos criados por igrejas evangélicas e protestantes de crescimento vertiginoso e de grande força internacional. Entre esses modelos podemos destacar a igreja com propósitos da Igreja de Saddleback, a meta-igreja (rede ministerial) da Comunidade de Willow Creek dentre outros.
Em todos esses modelos uma coisa se destaca: é a existência de grupos de evangelismo, comunhão e discipulado, tais como as células, os grupos de comunhão, grupos de discipulado, grupos pastorais, capítulos etc., genericamente chamados de pequenos grupos.
Fonte: Mk Editora
Via: www.guiame.com.br
Hoje vemos que algumas igrejas cresceram numa porcentagem muito alta nesses últimos anos, enquanto outras cresceram pouco. Cada uma justifica seu crescimento de acordo com sua própria óptica e aponta vários fatores para explicar por que isso aconteceu.
Algumas igrejas, em especial as pentecostais, por tradição já têm um ministério leigo bastante ativo há décadas. As igrejas neopentecostais trouxeram modelos importados e adaptados ao contexto nacional. As igrejas de linha histórico-doutrinária mais tradicional nunca tiveram um ministério leigo realmente ativo e importante no seu contexto interno, porém, algumas delas vendo a necessidade e a importância dele, e analisando os exemplos de igrejas que adotaram modelos importados e progrediram "com eles" e "através deles", optaram por adotar e adaptar os modelos criados por igrejas evangélicas e protestantes de crescimento vertiginoso e de grande força internacional. Entre esses modelos podemos destacar a igreja com propósitos da Igreja de Saddleback, a meta-igreja (rede ministerial) da Comunidade de Willow Creek dentre outros.
Em todos esses modelos uma coisa se destaca: é a existência de grupos de evangelismo, comunhão e discipulado, tais como as células, os grupos de comunhão, grupos de discipulado, grupos pastorais, capítulos etc., genericamente chamados de pequenos grupos.
Fonte: Mk Editora
Via: www.guiame.com.br
sábado, 16 de outubro de 2010
Dificil decisão.
Temos lido tantas coisas a respeito do Serra e da Dilma que sinceramente a coisa está dificil. Temos de orar muito e pedir a direção do Senhor pois só ele pode nos ajudar nesta hora.
Só sabemos da movimentação deles pela mídia e uma hora dizem uma coisa e na outra já não é mais aquilo que falou.
Até os nossos homens de Deus que estão na mídia e que tem poder de influenciar não entram num acordo, não acham um denominador comum.
Estou sendo bombardeado com emails ora favor de um, ora a favor de outro.
E agora o que fazer?
O que a palavra de Deus nos orienta.
1 Reis 3:9. "A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo?"
E que o Senhor tome também esta peleja em suas mãos.
Só sabemos da movimentação deles pela mídia e uma hora dizem uma coisa e na outra já não é mais aquilo que falou.
Até os nossos homens de Deus que estão na mídia e que tem poder de influenciar não entram num acordo, não acham um denominador comum.
Estou sendo bombardeado com emails ora favor de um, ora a favor de outro.
E agora o que fazer?
O que a palavra de Deus nos orienta.
1 Reis 3:9. "A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo?"
E que o Senhor tome também esta peleja em suas mãos.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Conheça a lista completa com nome, partido, estado e igreja de todos os novos integrantes eleitos da bancada evangélica
Após o final das apurações das urnas, diferentemente do que os primeiros dados apresentavam, houve, sim, um aumento da Bancada Evangélica em Brasília, que chegou a 71 membros, se acrescentarmos ao número os candidatos eleitos da Igreja Universal do Reino de Deus (com algumas posições diferentes das defendidas da Bancada Evangélica) e contarmos ainda como sendo certas as eleições de alguns candidatos com situação ainda indefinida perante a Justiça Eleitoral.
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Assim, o número ultrapassaria o recorde de 2003, quando a Frente Parlamentar Evangélica era composta por 68 membros. A lista oficial dos paralamentares evangélicos eleitos foi disponibilizada pela própria Frente Parlamentar Evangélica neste final de semana.
É vista como grande razão do crescimento da Bancada Evangélica para a legislatura 2011-2014 a preocupação dos evangélicos em relação às possíveis tentativas de aprovação das propostas radicais do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH 3) do governo Lula durante a próxima legislatura.
Os senadores evangélicos eleitos, como já haviamos confirmado, foram os batistas Walter Pinheiro (BA) e Magno Malta (ES), e o bispo Marcelo Crivella (RJ), da Igreja Universal do Reino de Deus. E todos os deputados federais evangélicos eleitos foram:
•PASTOR PAULO FREIRE (PR/SP) – Assembleia de Deus
•NEWTON LIMA (PT/SP) – Assembleia de Deus
•BRUNA FURLAN (PSDB/SP) – Igreja Cristã do Brasil
•ROBERTO DE LUCENA (PV/SP) – O Brasil para Cristo
•ANTONIO BULHÕES (PRB/SP) – Universal do Reino de Deus
•JEFFERSON CAMPOS (PSB/SP) – Evangelho Quadrangular
•JORGE TADEU (DEM/SP) – Igreja Internacional da Graça
•MARCELO AGUIAR (PSC/SP) – Renascer
•MARCO FELICIANO (PSC/SP) – Avivamento da Fé
•MISSIONÁRIO JOSÉ OLIMPIO (PP/SP) – Igreja Mundial do Poder de Deus
•OTONIEL LIMA (PRB/SP) – Universal do Reino de Deus
•ANTONIA LUCIA (PSC/AC) – Assembleia de Deus
•HENRIQUE AFONSO (PV/AC) – Presbiteriana
•SABINO CASTELO BRANCO (PTB/AM) – Assembleia de Deus
•SILAS CÂMARA (PSC/AM) – Assembleia de Deus
•FATIMA PELAES (PMDB/AP) – Assembleia de Deus
•ERIVELTON SANTANA (PSC/BA) – Assembleia de Deus
•MÁRCIO MARINHO (PRB/BA) – Universal do Reino de Deus
•SERGIO BRITO (PDT/BA) – Batista
•RONALDO FONSECA (PR/DF) – Assembleia de Deus
•LAURIETE (PSC/ES) – Assembleia de Deus
•MANATO (PDT/ES) – Maranata
•SUELI VIDIGAL (PDT/ES) – Batista
•AUDIFAX BARCELOS (PSB/ES) – Batista
•DONA IRIS DE ARAÚJO (PMDB/GO)
•JOÃO CAMPOS (PSDB/GO) – Assembleia de Deus
•CLEBER VERDE (PRB/MA) – Assembleia de Deus
•ZÉ VIEIRA (PR/MA) – Assembleia de Deus
•EDVALDO HOLANDA JR (PTC/MA) – Batista
•LOURIVAL MENDES (PT do B/MA) – Batista
•PROFESSOR SETIMO (PMDB/MA)
•GEORGE HILTON (PRB/MG) – Universal do Reino de Deus
•GILMAR MACHADO (PT/MG) – Batista
•LEONARDO QUINTAO (PMDB/MG) – Presbiteriana
•LINCON PORTELA (PR/MG) – Batista renovada
•MARIO DE OLIVEIRA (PSC/MG) – Evangelho Quadrangular
•DR. GRILO (PSL/MG) – Igreja Internacional da Graça
•WALTER TOSTA (PMN/MG) – Igreja Batista Getsemani
•JOSUE BENGTSON (PTB/PA) – Evangelho Quadrangular
•ZEQUINHA MARINHO (PSC/PA) – Assembleia de Deus
•PASTOR FRANCISCO EURICO (PSB/PE) – Assembleia de Deus
•ANDERSON FERREIRA (PR/PE) – Assembleia de Deus
•AGUINALDO RIBEIRO (PP/PB)
•ANDRÉ ZACHAROW (PMDB/PR) – Batista
•DELEGADO FRANCISCHINI (PSDB/PR) – Assembleia de Deus
•EDMAR ARRUDA (PSC/PR) – Presbiteriana
•HIDEKAZU TAKAYAMA (PSC/PR) – Assembleia de Deus
•ANDREIA ZITO (PSDB/RJ) – Maranata
•AROLDE DE OLIVEIRA (DEM/RJ) – Batista
•BENEDITA DA SILVA (PT /RJ) – Presbiteriana
•Dr. ADILSON SOARES (PR/RJ) – Igreja Internacional da Graça
•EDUARDO CUNHA (PMDB/RJ) – Sara Nossa Terra
•FILIPE PEREIRA (PSC/RJ) – Assembleia de Deus
•ANTHONY GAROTINHO (PR/RJ) – Presbiteriano
•LILIAM SÁ (PR/RJ) – Assembleia de Deus
•NEILTON MULIM (PR/RJ) – Batista
•VITOR PAULO (PRB/RJ) – Universal do Reino de Deus
•WALNEY ROCHA (PTB/RJ) – Metodista
•AUREO (PRTB/RJ) – Metodista
•WASHINGTON REIS (PMDB/RJ) – Igreja Nova Vida
•LINDOMAR GARÇON (PV/RO) – Evangelho Quadrangular
•MARCOS ROGÉRIO (PDT/RO) – Assembleia de Deus
•NILTON CAPIXABA (PTB/RO ) – Assembleia de Deus
•JONATHAN DE JESUS (PRB/RR) – Universal do Reino de Deus
•RONALDO NOGUEIRA (PTB/RS) – Assembleia de Deus
•ONYX (DEM/RS) – Luterano
•HELENO (PRB/SE) – Universal do Reino de Deus
•LAERCIO OLIVEIRA (PR/SE) – Presbiteriano
Fonte: CPAD News / Gospel+
Via: Gospel Prime
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Assim, o número ultrapassaria o recorde de 2003, quando a Frente Parlamentar Evangélica era composta por 68 membros. A lista oficial dos paralamentares evangélicos eleitos foi disponibilizada pela própria Frente Parlamentar Evangélica neste final de semana.
É vista como grande razão do crescimento da Bancada Evangélica para a legislatura 2011-2014 a preocupação dos evangélicos em relação às possíveis tentativas de aprovação das propostas radicais do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH 3) do governo Lula durante a próxima legislatura.
Os senadores evangélicos eleitos, como já haviamos confirmado, foram os batistas Walter Pinheiro (BA) e Magno Malta (ES), e o bispo Marcelo Crivella (RJ), da Igreja Universal do Reino de Deus. E todos os deputados federais evangélicos eleitos foram:
•PASTOR PAULO FREIRE (PR/SP) – Assembleia de Deus
•NEWTON LIMA (PT/SP) – Assembleia de Deus
•BRUNA FURLAN (PSDB/SP) – Igreja Cristã do Brasil
•ROBERTO DE LUCENA (PV/SP) – O Brasil para Cristo
•ANTONIO BULHÕES (PRB/SP) – Universal do Reino de Deus
•JEFFERSON CAMPOS (PSB/SP) – Evangelho Quadrangular
•JORGE TADEU (DEM/SP) – Igreja Internacional da Graça
•MARCELO AGUIAR (PSC/SP) – Renascer
•MARCO FELICIANO (PSC/SP) – Avivamento da Fé
•MISSIONÁRIO JOSÉ OLIMPIO (PP/SP) – Igreja Mundial do Poder de Deus
•OTONIEL LIMA (PRB/SP) – Universal do Reino de Deus
•ANTONIA LUCIA (PSC/AC) – Assembleia de Deus
•HENRIQUE AFONSO (PV/AC) – Presbiteriana
•SABINO CASTELO BRANCO (PTB/AM) – Assembleia de Deus
•SILAS CÂMARA (PSC/AM) – Assembleia de Deus
•FATIMA PELAES (PMDB/AP) – Assembleia de Deus
•ERIVELTON SANTANA (PSC/BA) – Assembleia de Deus
•MÁRCIO MARINHO (PRB/BA) – Universal do Reino de Deus
•SERGIO BRITO (PDT/BA) – Batista
•RONALDO FONSECA (PR/DF) – Assembleia de Deus
•LAURIETE (PSC/ES) – Assembleia de Deus
•MANATO (PDT/ES) – Maranata
•SUELI VIDIGAL (PDT/ES) – Batista
•AUDIFAX BARCELOS (PSB/ES) – Batista
•DONA IRIS DE ARAÚJO (PMDB/GO)
•JOÃO CAMPOS (PSDB/GO) – Assembleia de Deus
•CLEBER VERDE (PRB/MA) – Assembleia de Deus
•ZÉ VIEIRA (PR/MA) – Assembleia de Deus
•EDVALDO HOLANDA JR (PTC/MA) – Batista
•LOURIVAL MENDES (PT do B/MA) – Batista
•PROFESSOR SETIMO (PMDB/MA)
•GEORGE HILTON (PRB/MG) – Universal do Reino de Deus
•GILMAR MACHADO (PT/MG) – Batista
•LEONARDO QUINTAO (PMDB/MG) – Presbiteriana
•LINCON PORTELA (PR/MG) – Batista renovada
•MARIO DE OLIVEIRA (PSC/MG) – Evangelho Quadrangular
•DR. GRILO (PSL/MG) – Igreja Internacional da Graça
•WALTER TOSTA (PMN/MG) – Igreja Batista Getsemani
•JOSUE BENGTSON (PTB/PA) – Evangelho Quadrangular
•ZEQUINHA MARINHO (PSC/PA) – Assembleia de Deus
•PASTOR FRANCISCO EURICO (PSB/PE) – Assembleia de Deus
•ANDERSON FERREIRA (PR/PE) – Assembleia de Deus
•AGUINALDO RIBEIRO (PP/PB)
•ANDRÉ ZACHAROW (PMDB/PR) – Batista
•DELEGADO FRANCISCHINI (PSDB/PR) – Assembleia de Deus
•EDMAR ARRUDA (PSC/PR) – Presbiteriana
•HIDEKAZU TAKAYAMA (PSC/PR) – Assembleia de Deus
•ANDREIA ZITO (PSDB/RJ) – Maranata
•AROLDE DE OLIVEIRA (DEM/RJ) – Batista
•BENEDITA DA SILVA (PT /RJ) – Presbiteriana
•Dr. ADILSON SOARES (PR/RJ) – Igreja Internacional da Graça
•EDUARDO CUNHA (PMDB/RJ) – Sara Nossa Terra
•FILIPE PEREIRA (PSC/RJ) – Assembleia de Deus
•ANTHONY GAROTINHO (PR/RJ) – Presbiteriano
•LILIAM SÁ (PR/RJ) – Assembleia de Deus
•NEILTON MULIM (PR/RJ) – Batista
•VITOR PAULO (PRB/RJ) – Universal do Reino de Deus
•WALNEY ROCHA (PTB/RJ) – Metodista
•AUREO (PRTB/RJ) – Metodista
•WASHINGTON REIS (PMDB/RJ) – Igreja Nova Vida
•LINDOMAR GARÇON (PV/RO) – Evangelho Quadrangular
•MARCOS ROGÉRIO (PDT/RO) – Assembleia de Deus
•NILTON CAPIXABA (PTB/RO ) – Assembleia de Deus
•JONATHAN DE JESUS (PRB/RR) – Universal do Reino de Deus
•RONALDO NOGUEIRA (PTB/RS) – Assembleia de Deus
•ONYX (DEM/RS) – Luterano
•HELENO (PRB/SE) – Universal do Reino de Deus
•LAERCIO OLIVEIRA (PR/SE) – Presbiteriano
Fonte: CPAD News / Gospel+
Via: Gospel Prime
domingo, 10 de outubro de 2010
O Que é Oração
O Poder e o Ministério da Oração
O relacionamento do cristão com Deus
Entre os anos de 2004 e 2005, durante as terças-feiras dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, o pastor Pedro de Santana, líder da Assembleia de Deus em Goioerê, estado do Paraná, encarregou-me de ministrar os estudos bíblicos à igreja. A temática daquele período acabou servindo como sugestão do título da revista Lições Bíblicas desse último trimestre do ano, comentada pelo pastor Eliezer de Lira e Silva, da Assembleia de Deus em Curitiba.
Recordo-me que aqueles dias foram responsáveis pelo levantamento de muitas dúvidas que dezenas de membros da igreja — incluindo eu mesmo — tínhamos acerca do assunto. A despeito de ser uma prática milenar e de constituir-se como um dos grandes assuntos da espiritualidade, havendo, justamente por isso, centenas de livros sobre a oração, é natural que dúvidas inusitadas ou assuntos recorrentes surjam. Velhas questões, muitas delas nunca satisfatoriamente respondidas, certamente ainda ocuparão as páginas de obras, inspirarão temas de pregações e estudos e pode ser que elas nos acompanhem até atravessarmos os umbrais da eternidade. Isso obviamente não significa que devemos parar de refletir acerca do assunto, antes, é um convite a que nos debrucemos a respeito do tema, a fim de não reproduzirmos as histerias coletivas que ultimamente tem acontecido por aí.
Coincidência, ou não, há poucos minutos li uma reportagem do jornal carioca O Globo, dizendo que duas clínicas de recuperação para dependentes químicos foram fechadas no interior do estado de São Paulo. O motivo? A única “terapia” utilizada para a “cura” dos drogados era a oração. Não tenho como avaliar o caso, pois precisaria de mais elementos, entretanto, de início, entendo que seja qual for a orientação religiosa, nenhuma clínica pode sentir-se autossuficiente e dispensar os serviços de assistência social, psicológica e médica, com a desculpa que é possível recuperar as pessoas apenas com o “trabalho espiritual”. Tal fato aponta para os equívocos que existem a respeito da oração.
Perspectivas acerca da oração
Um dos nossos grandes erros é achar que conhecemos “muito” (alguns menos lúcidos acham até que sabem “tudo”!) de um assunto, simplesmente por ele ser algo que faz parte do nosso cotidiano. É preciso que quem leciona ou prega, tenha coragem de, tanto quanto possível, pensar coisas simples e comuns de formas, digamos, não muito convencionais e não óbvias. Essa atitude, inevitavelmente, obriga-nos a enxergar dimensões inexploradas acerca de um tema conhecido. Devo adiantar, por exemplo, que não serão consideradas, nesse texto, as chamadas orações multirreligiosas, inter-religiosas, extáticas, verbais, meditativas e contemplativas, mas apenas alguns aspectos de duas delas. Contudo, esse elenco oferece a oportunidade de se vislumbrar o quanto há ainda do tema a ser explorado.
Uma de minhas reflexões preferidas é imaginar quão distinta é a perspectiva divina da oração em relação ao que nós achamos dela. Para grande parte dos cristãos, influenciada pelo pragmatismo, a oração parece ser uma ferramenta ou uma técnica capaz de fazer com que Deus obedeça as nossas ordens ou desejos egoístas. Não acredito em nenhuma “teoria infalível” que pretenda ser uma “receita de bolo” para ensinar os cristãos a “saquearem o céu”. Esse tipo de incentivo ao que pretende ser “oração”, se parece mais com egoísmo, existencialismo ou qualquer outra postura filosófica desse ou de qualquer outro tempo, mas nada tem com o que as Escrituras apresentam (se não de maneira normativa, ao menos, descritiva), em termos de relacionamento com o Eterno — algo que, para mim, define a essência do ato de orar.
O entendimento corrente que reduz a oração ao mero ato de pedir, torna-se inviável diante da atitude de Jesus Cristo para com ela. Várias passagens dos Evangelhos informam que o Senhor retirava-se para orar (Mt 14.23; 26.36,39,44; Mc 6.46; Lc 6.12; 9.28). A despeito das discussões acerca da kenosis, o Senhor não deixou de ser Deus por encarnar-se, mas optou momentaneamente pelo estado de limitação humana, autoprivando-se da imunidade, e sendo vulnerável a todas as demais limitações comuns aos mortais. Ao refletir sobre a inegável verdade de que Jesus Cristo é Deus, nunca ouvi ou li, alguém pensando sobre a questão de o porquê de Ele orar! Se Cristo era e é Deus, existe necessidade de Deus orar? Rapidamente alguém responderá que na condição humana Ele precisava de Deus. Bem isso desconstruiria a verdade de que Ele apenas esvaziou-se, mas não deixou de ser Deus. A grande lição é que, como já disse, a perspectiva divina de oração é diametralmente oposta à nossa. Refletir acerca desse exemplo por parte do nosso Salvador destrói qualquer postura utilitarista a respeito da oração. Jesus Cristo não precisava orar, mas assim procedia pelo fato de que relacionar-se com o Pai é algo da própria natureza de sua divindade.
As motivações que nos levam a orar
Certa vez, um irmão contou-me que comprou um caderno e nele anotava cada minuto dedicado à oração. Em lágrimas ele revelou-me que um dia, ao terminar de orar, antes de fazer a sua anotação, o Senhor Deus disse-lhe, de forma audível, que não estava se agradando de sua postura, e que todas aquelas horas empregadas em “oração” não tinham valor algum, pois serviram apenas para o seu engrandecimento pessoal. Tal foi a surpresa daquele irmão que orgulhava-se das inúmeras horas que contabilizara! Conheço pessoas que sentem prazer em mostrar os seus joelhos “calejados de oração”. Tais demonstrações, na realidade, apontam para os graves e profundos erros que existem em torno de uma das práticas mais comuns do cristianismo. Acerca do assunto, escreve A. W. Tozer, que ao “orarmos, deveríamos avaliar quem está agindo: o desejo do nosso coração ou o Espírito Santo”. Sua conclusão caminha no sentido de que, se a “oração tem sua origem no Espírito, então a luta espiritual pode ser bela e maravilhosa; mas, se somos vítimas de desejos alimentados em nosso coração, a nossa oração pode tornar-se tão carnal quanto qualquer outro ato”.1
Isso significa que propósitos egoístas podem estar escondidos sob uma aparente piedade ritualística. Uma voz melancólica, chorosa e que parece mais teatral que espontânea, longe de evidenciar um perfil piedoso, revela a perspectiva enganosa de alguns em relação a Deus. Não são a mera aparência ou a posição física, a tonalidade ou o timbre da voz, as palavras ou as expressões faciais que levam a oração a ser aceitável diante do Senhor, mas a disposição do coração, as intenções e a motivação com que nos dirigimos a Ele.
Ainda no tocante às nossas motivações para orar, N. T. Wright afirma que quando “nos detemos diante de algumas impressionantes promessas do Novo Testamento (‘Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito’ [Jo 15.7]), descobrimos que elas estão equilibradas por um estranho fenômeno”. A surpresa vem com a revelação que o autor faz na sequência, dizendo que quando “reivindicamos ousadamente essas promessas, descobrimos que, se formos sinceros, nossos desejos e esperanças serão suavemente, porém firmemente remodelados, separados e colocados novamente em ordem”.2 Em outras palavras, nossas prioridades terão sido colocadas de cabeça para baixo e, como na Oração do Pai-Nosso (Mt 6.9-13), em vez de petições meramente temporais e transitórias, certamente, desejaremos o Reino de Deus, a santificação do Nome do Senhor, a vontade soberana e benfazeja dEle, e somente nos lembraremos de nós mesmos em último lugar.
Orações verbais e “silenciosas”
Se fôssemos falar sobre o conteúdo, orações “cristãs” que se parecem mais com o que é praticado no paganismo, “onde”, segundo N. T. Wright, “o ser humano tenta invocar, apaziguar, adular ou subornar o deus do mar, o deus da guerra, o deus do rio ou o deus do casamento para obter favores especiais ou evitar perigos específicos”3, talvez façam qualquer coisa, menos glorificar ao Senhor. Obviamente que isso não quer dizer que não se pode pedir algo que desejamos ou suplicar socorro em momentos de apreensão. Todavia, imaginar Deus como um ser alheio às nossas motivações (algo que, tudo indica, pesa mais que as palavras, os gestos e a posição física), diminui-lhe a divindade, pois faz com que um de seus principais atributos seja negado. “Dizemos”, como afirmou C. S. Lewis, “que Deus é onisciente; contudo, boa parte de nossas orações parece consistir em transmitir-lhe informação”.4
Ultimamente tenho aprendido que o nosso palavrório diante de Deus, “priva-o” de responder-nos e impede-nos de ouvi-lo. Como pentecostais, aprendemos que a “boa oração” é a mais barulhenta, altissonante e verborrágica, não obstante, após fazê-la, é possível que saiamos do ambiente ou que nos levantemos do lugar, muito mais orgulhosos que humildes, e mais cheios de si que do Espírito. Assim, reconsidero historicamente a importância do hesicasmo, não como movimento ou ordem monástica, mas como “prática do silêncio”. Alister McGrath afirma que o “tema do ‘silêncio’ pode estar relacionado ao tema apofático do mistério de Deus, isto é, ao reconhecimento de que a linguagem humana nunca será capaz de fazer jus a Deus”. Tal assunto aponta para a verdade, dita pelo mesmo autor, de que no lugar de “pronunciar clichês banais, a resposta certa ao confronto com toda a maravilha de Deus é o silêncio”. E isso por uma razão muito simples: “Estar em silêncio muitas vezes é condição prévia para a oração eficaz (que pode ser pensada como ‘ouvir Deus’)”. Esse “silêncio” não significa inércia ou frieza espiritual, pois antes de qualquer coisa, não se está discutindo o mero ato de quietude, de afastamento do convívio social, mas o distanciar-se de “todas as distrações para se concentrar em Deus”.5
A oração como dever e como relacionamento
À guisa de conclusão, eu diria que a “prática do silêncio” colocada por McGrath, leva-nos a pensar o quanto os afazeres e o corre-corre das obrigações diárias, quando não priva-nos de orar, conseguem tirar a nossa concentração no momento de falar com Deus. Para C. S. Lewis o grande problema não está especificamente na falta de atenção, mas no que ele chama de “oração como dever”: “Ora, o que incomoda não é o simples fato de cumprirmos o dever de orar às pressas e de qualquer jeito. O que incomoda de verdade é o fato puro e simples de a oração ser contada entre os deveres”. Essa percepção, segundo Lewis, não indica que estamos fazendo algo para o que não fomos criados, antes, demonstra que se “fôssemos perfeitos, a oração não seria um dever, mas deleite”. Assim, as dificuldades enfrentadas no período da oração ou nos momentos que o antecedem, demonstram apenas que “justo as atividades para as quais fomos criados são, enquanto vivemos na Terra, impedidas de várias maneiras: pelo mau em nós mesmos e nos outros. Não praticá-las é abandonar nossa humanidade. Praticá-las com naturalidade e prazer ainda não é possível. Essa situação cria a categoria do dever, todo o reino do especificamente moral”.6
Mas chegará o dia em que orar não mais será um dever, e tudo o que aqui vivemos em perspectiva, será efetivamente real (1Co 13.12), e a oração se transformará em relacionamento sólido e verdadeiro com Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Até lá, porém, devemos praticar o dever de orar, buscando sempre o auxílio do Espírito Santo — nosso real e verdadeiro Intercessor (Rm 8.26) — fazendo com que o antegozo daqui, supra-nos momentaneamente a necessidade que somente se satisfará plenamente quando lá estivermos.
Fonte: CPAD
O relacionamento do cristão com Deus
Entre os anos de 2004 e 2005, durante as terças-feiras dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, o pastor Pedro de Santana, líder da Assembleia de Deus em Goioerê, estado do Paraná, encarregou-me de ministrar os estudos bíblicos à igreja. A temática daquele período acabou servindo como sugestão do título da revista Lições Bíblicas desse último trimestre do ano, comentada pelo pastor Eliezer de Lira e Silva, da Assembleia de Deus em Curitiba.
Recordo-me que aqueles dias foram responsáveis pelo levantamento de muitas dúvidas que dezenas de membros da igreja — incluindo eu mesmo — tínhamos acerca do assunto. A despeito de ser uma prática milenar e de constituir-se como um dos grandes assuntos da espiritualidade, havendo, justamente por isso, centenas de livros sobre a oração, é natural que dúvidas inusitadas ou assuntos recorrentes surjam. Velhas questões, muitas delas nunca satisfatoriamente respondidas, certamente ainda ocuparão as páginas de obras, inspirarão temas de pregações e estudos e pode ser que elas nos acompanhem até atravessarmos os umbrais da eternidade. Isso obviamente não significa que devemos parar de refletir acerca do assunto, antes, é um convite a que nos debrucemos a respeito do tema, a fim de não reproduzirmos as histerias coletivas que ultimamente tem acontecido por aí.
Coincidência, ou não, há poucos minutos li uma reportagem do jornal carioca O Globo, dizendo que duas clínicas de recuperação para dependentes químicos foram fechadas no interior do estado de São Paulo. O motivo? A única “terapia” utilizada para a “cura” dos drogados era a oração. Não tenho como avaliar o caso, pois precisaria de mais elementos, entretanto, de início, entendo que seja qual for a orientação religiosa, nenhuma clínica pode sentir-se autossuficiente e dispensar os serviços de assistência social, psicológica e médica, com a desculpa que é possível recuperar as pessoas apenas com o “trabalho espiritual”. Tal fato aponta para os equívocos que existem a respeito da oração.
Perspectivas acerca da oração
Um dos nossos grandes erros é achar que conhecemos “muito” (alguns menos lúcidos acham até que sabem “tudo”!) de um assunto, simplesmente por ele ser algo que faz parte do nosso cotidiano. É preciso que quem leciona ou prega, tenha coragem de, tanto quanto possível, pensar coisas simples e comuns de formas, digamos, não muito convencionais e não óbvias. Essa atitude, inevitavelmente, obriga-nos a enxergar dimensões inexploradas acerca de um tema conhecido. Devo adiantar, por exemplo, que não serão consideradas, nesse texto, as chamadas orações multirreligiosas, inter-religiosas, extáticas, verbais, meditativas e contemplativas, mas apenas alguns aspectos de duas delas. Contudo, esse elenco oferece a oportunidade de se vislumbrar o quanto há ainda do tema a ser explorado.
Uma de minhas reflexões preferidas é imaginar quão distinta é a perspectiva divina da oração em relação ao que nós achamos dela. Para grande parte dos cristãos, influenciada pelo pragmatismo, a oração parece ser uma ferramenta ou uma técnica capaz de fazer com que Deus obedeça as nossas ordens ou desejos egoístas. Não acredito em nenhuma “teoria infalível” que pretenda ser uma “receita de bolo” para ensinar os cristãos a “saquearem o céu”. Esse tipo de incentivo ao que pretende ser “oração”, se parece mais com egoísmo, existencialismo ou qualquer outra postura filosófica desse ou de qualquer outro tempo, mas nada tem com o que as Escrituras apresentam (se não de maneira normativa, ao menos, descritiva), em termos de relacionamento com o Eterno — algo que, para mim, define a essência do ato de orar.
O entendimento corrente que reduz a oração ao mero ato de pedir, torna-se inviável diante da atitude de Jesus Cristo para com ela. Várias passagens dos Evangelhos informam que o Senhor retirava-se para orar (Mt 14.23; 26.36,39,44; Mc 6.46; Lc 6.12; 9.28). A despeito das discussões acerca da kenosis, o Senhor não deixou de ser Deus por encarnar-se, mas optou momentaneamente pelo estado de limitação humana, autoprivando-se da imunidade, e sendo vulnerável a todas as demais limitações comuns aos mortais. Ao refletir sobre a inegável verdade de que Jesus Cristo é Deus, nunca ouvi ou li, alguém pensando sobre a questão de o porquê de Ele orar! Se Cristo era e é Deus, existe necessidade de Deus orar? Rapidamente alguém responderá que na condição humana Ele precisava de Deus. Bem isso desconstruiria a verdade de que Ele apenas esvaziou-se, mas não deixou de ser Deus. A grande lição é que, como já disse, a perspectiva divina de oração é diametralmente oposta à nossa. Refletir acerca desse exemplo por parte do nosso Salvador destrói qualquer postura utilitarista a respeito da oração. Jesus Cristo não precisava orar, mas assim procedia pelo fato de que relacionar-se com o Pai é algo da própria natureza de sua divindade.
As motivações que nos levam a orar
Certa vez, um irmão contou-me que comprou um caderno e nele anotava cada minuto dedicado à oração. Em lágrimas ele revelou-me que um dia, ao terminar de orar, antes de fazer a sua anotação, o Senhor Deus disse-lhe, de forma audível, que não estava se agradando de sua postura, e que todas aquelas horas empregadas em “oração” não tinham valor algum, pois serviram apenas para o seu engrandecimento pessoal. Tal foi a surpresa daquele irmão que orgulhava-se das inúmeras horas que contabilizara! Conheço pessoas que sentem prazer em mostrar os seus joelhos “calejados de oração”. Tais demonstrações, na realidade, apontam para os graves e profundos erros que existem em torno de uma das práticas mais comuns do cristianismo. Acerca do assunto, escreve A. W. Tozer, que ao “orarmos, deveríamos avaliar quem está agindo: o desejo do nosso coração ou o Espírito Santo”. Sua conclusão caminha no sentido de que, se a “oração tem sua origem no Espírito, então a luta espiritual pode ser bela e maravilhosa; mas, se somos vítimas de desejos alimentados em nosso coração, a nossa oração pode tornar-se tão carnal quanto qualquer outro ato”.1
Isso significa que propósitos egoístas podem estar escondidos sob uma aparente piedade ritualística. Uma voz melancólica, chorosa e que parece mais teatral que espontânea, longe de evidenciar um perfil piedoso, revela a perspectiva enganosa de alguns em relação a Deus. Não são a mera aparência ou a posição física, a tonalidade ou o timbre da voz, as palavras ou as expressões faciais que levam a oração a ser aceitável diante do Senhor, mas a disposição do coração, as intenções e a motivação com que nos dirigimos a Ele.
Ainda no tocante às nossas motivações para orar, N. T. Wright afirma que quando “nos detemos diante de algumas impressionantes promessas do Novo Testamento (‘Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito’ [Jo 15.7]), descobrimos que elas estão equilibradas por um estranho fenômeno”. A surpresa vem com a revelação que o autor faz na sequência, dizendo que quando “reivindicamos ousadamente essas promessas, descobrimos que, se formos sinceros, nossos desejos e esperanças serão suavemente, porém firmemente remodelados, separados e colocados novamente em ordem”.2 Em outras palavras, nossas prioridades terão sido colocadas de cabeça para baixo e, como na Oração do Pai-Nosso (Mt 6.9-13), em vez de petições meramente temporais e transitórias, certamente, desejaremos o Reino de Deus, a santificação do Nome do Senhor, a vontade soberana e benfazeja dEle, e somente nos lembraremos de nós mesmos em último lugar.
Orações verbais e “silenciosas”
Se fôssemos falar sobre o conteúdo, orações “cristãs” que se parecem mais com o que é praticado no paganismo, “onde”, segundo N. T. Wright, “o ser humano tenta invocar, apaziguar, adular ou subornar o deus do mar, o deus da guerra, o deus do rio ou o deus do casamento para obter favores especiais ou evitar perigos específicos”3, talvez façam qualquer coisa, menos glorificar ao Senhor. Obviamente que isso não quer dizer que não se pode pedir algo que desejamos ou suplicar socorro em momentos de apreensão. Todavia, imaginar Deus como um ser alheio às nossas motivações (algo que, tudo indica, pesa mais que as palavras, os gestos e a posição física), diminui-lhe a divindade, pois faz com que um de seus principais atributos seja negado. “Dizemos”, como afirmou C. S. Lewis, “que Deus é onisciente; contudo, boa parte de nossas orações parece consistir em transmitir-lhe informação”.4
Ultimamente tenho aprendido que o nosso palavrório diante de Deus, “priva-o” de responder-nos e impede-nos de ouvi-lo. Como pentecostais, aprendemos que a “boa oração” é a mais barulhenta, altissonante e verborrágica, não obstante, após fazê-la, é possível que saiamos do ambiente ou que nos levantemos do lugar, muito mais orgulhosos que humildes, e mais cheios de si que do Espírito. Assim, reconsidero historicamente a importância do hesicasmo, não como movimento ou ordem monástica, mas como “prática do silêncio”. Alister McGrath afirma que o “tema do ‘silêncio’ pode estar relacionado ao tema apofático do mistério de Deus, isto é, ao reconhecimento de que a linguagem humana nunca será capaz de fazer jus a Deus”. Tal assunto aponta para a verdade, dita pelo mesmo autor, de que no lugar de “pronunciar clichês banais, a resposta certa ao confronto com toda a maravilha de Deus é o silêncio”. E isso por uma razão muito simples: “Estar em silêncio muitas vezes é condição prévia para a oração eficaz (que pode ser pensada como ‘ouvir Deus’)”. Esse “silêncio” não significa inércia ou frieza espiritual, pois antes de qualquer coisa, não se está discutindo o mero ato de quietude, de afastamento do convívio social, mas o distanciar-se de “todas as distrações para se concentrar em Deus”.5
A oração como dever e como relacionamento
À guisa de conclusão, eu diria que a “prática do silêncio” colocada por McGrath, leva-nos a pensar o quanto os afazeres e o corre-corre das obrigações diárias, quando não priva-nos de orar, conseguem tirar a nossa concentração no momento de falar com Deus. Para C. S. Lewis o grande problema não está especificamente na falta de atenção, mas no que ele chama de “oração como dever”: “Ora, o que incomoda não é o simples fato de cumprirmos o dever de orar às pressas e de qualquer jeito. O que incomoda de verdade é o fato puro e simples de a oração ser contada entre os deveres”. Essa percepção, segundo Lewis, não indica que estamos fazendo algo para o que não fomos criados, antes, demonstra que se “fôssemos perfeitos, a oração não seria um dever, mas deleite”. Assim, as dificuldades enfrentadas no período da oração ou nos momentos que o antecedem, demonstram apenas que “justo as atividades para as quais fomos criados são, enquanto vivemos na Terra, impedidas de várias maneiras: pelo mau em nós mesmos e nos outros. Não praticá-las é abandonar nossa humanidade. Praticá-las com naturalidade e prazer ainda não é possível. Essa situação cria a categoria do dever, todo o reino do especificamente moral”.6
Mas chegará o dia em que orar não mais será um dever, e tudo o que aqui vivemos em perspectiva, será efetivamente real (1Co 13.12), e a oração se transformará em relacionamento sólido e verdadeiro com Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Até lá, porém, devemos praticar o dever de orar, buscando sempre o auxílio do Espírito Santo — nosso real e verdadeiro Intercessor (Rm 8.26) — fazendo com que o antegozo daqui, supra-nos momentaneamente a necessidade que somente se satisfará plenamente quando lá estivermos.
Fonte: CPAD
Parada gay termina com mais de cem feridos na Sérvia
Grupos contrários aos homossexuais entraram em confronto com a polícia
Uma parada pelo direito dos gays em Belgrado, capital da Sérvia, acabou em violência neste domingo (10) e mais de cem pessoas ficaram feridas. Milhares de policiais foram enviados para proteger os manifestantes, ameaçados por violentos protestos contra os homossexuais que provocaram tumultos e destruição em sedes de partidos políticos.
Segundo a agência de notícias Reuters, a pior onda de violência na capital da Sérvia em dois anos deixou mais de 110 policiais feridos em confrontos com gangues de skinheads (carecas), e um dos 1.500 participantes da parada foi brutalmente espancado ao chegar em casa, disseram autoridades.
Já a agência France Presse, citando dados do Ministério do Interior, afirma que 124 pessoas ficaram feridas, entre policiais e manifestantes. No total, 207 pessoas foram presas.
"A caça começou" e "morte aos veados" eram alguns dos slogans cantados pelos manifestantes contrários aos gays.
Retirados do local da parada por 5.000 policiais, os grupos homofóbicos se voltaram para outros alvos.
Eles invadiram a recepção da emissora de TV estatal, tentaram entrar no Parlamento, quebraram janelas da embaixada da Áustria e queimaram carros em frente à Embaixada da França.
Clima em Belgrado ficou tenso
O clima era de tensão no centro da capital sérvia devido à presença de jovens violentos, seis mil segundo a polícia, e que durante horas tentaram em vão se aproximar da parada, integrada por dezenas de milhares de homossexuais e partidários.
O corpo de bombeiros controlou o incêndio na sede do Partido Democrático, do presidente Boris Tadic, e nas instalações do aliado na coalizão, o Partido Socialista, as quais também foram atacadas antes de a situação ser controlada no início da noite no país.
O ministro da Defesa, Dragan Sutanovac, disse que foi "um dia muito ruim para Sérvia", enquanto o presidente Tadic garantiu que processará os idealizadores da onda de violência.
- A Sérvia vai garantir os direitos humanos para todos os cidadãos, independentemente de sua diversidade. Ninguém vai tolerar atentados que os ameacem.
O presidente não participou da parada, assim como outras importantes autoridades.
Episódio destaca a intolerância no país
Esse episódio destaca a intolerância que ainda existe na sociedade da Sérvia, uma década depois de o país ter deposto o ditador Slobodan Milosevic, acabando com o status de excluído que perseguiu o país durante a guerra dos Bálcãs em 1990.
A parada, a primeira desse tipo em Belgrado em aproximadamente uma década, foi considerada um teste da disposição da Sérvia em se tornar um país mais moderno, dando abertura à sociedade depois de anos de conflitos estimulados por aversões étnicas.
O surto de violência aconteceu apenas dois dias antes da visita da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, com o objetivo de reafirmar o apoio de Washington às aspirações da Belgrado na União Europeia (UE).
A primeira parada gay de Belgrado aconteceu em 2001 e também acabou em violência. A do ano passado foi cancelada na véspera devido às ameaças de grupos homofóbicos.
..
Confira tambémDistúrbios deixam dezenas de feridos
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Veja Relacionados: servia, parada gay, feridos, confrontos
servia parada gay feridos confrontos .
fonte: http://noticias.r7.com/internacional/noticias/parada-gay-termina-com-mais-de-cem-feridos-na-servia-20101010.html
Uma parada pelo direito dos gays em Belgrado, capital da Sérvia, acabou em violência neste domingo (10) e mais de cem pessoas ficaram feridas. Milhares de policiais foram enviados para proteger os manifestantes, ameaçados por violentos protestos contra os homossexuais que provocaram tumultos e destruição em sedes de partidos políticos.
Segundo a agência de notícias Reuters, a pior onda de violência na capital da Sérvia em dois anos deixou mais de 110 policiais feridos em confrontos com gangues de skinheads (carecas), e um dos 1.500 participantes da parada foi brutalmente espancado ao chegar em casa, disseram autoridades.
Já a agência France Presse, citando dados do Ministério do Interior, afirma que 124 pessoas ficaram feridas, entre policiais e manifestantes. No total, 207 pessoas foram presas.
"A caça começou" e "morte aos veados" eram alguns dos slogans cantados pelos manifestantes contrários aos gays.
Retirados do local da parada por 5.000 policiais, os grupos homofóbicos se voltaram para outros alvos.
Eles invadiram a recepção da emissora de TV estatal, tentaram entrar no Parlamento, quebraram janelas da embaixada da Áustria e queimaram carros em frente à Embaixada da França.
Clima em Belgrado ficou tenso
O clima era de tensão no centro da capital sérvia devido à presença de jovens violentos, seis mil segundo a polícia, e que durante horas tentaram em vão se aproximar da parada, integrada por dezenas de milhares de homossexuais e partidários.
O corpo de bombeiros controlou o incêndio na sede do Partido Democrático, do presidente Boris Tadic, e nas instalações do aliado na coalizão, o Partido Socialista, as quais também foram atacadas antes de a situação ser controlada no início da noite no país.
O ministro da Defesa, Dragan Sutanovac, disse que foi "um dia muito ruim para Sérvia", enquanto o presidente Tadic garantiu que processará os idealizadores da onda de violência.
- A Sérvia vai garantir os direitos humanos para todos os cidadãos, independentemente de sua diversidade. Ninguém vai tolerar atentados que os ameacem.
O presidente não participou da parada, assim como outras importantes autoridades.
Episódio destaca a intolerância no país
Esse episódio destaca a intolerância que ainda existe na sociedade da Sérvia, uma década depois de o país ter deposto o ditador Slobodan Milosevic, acabando com o status de excluído que perseguiu o país durante a guerra dos Bálcãs em 1990.
A parada, a primeira desse tipo em Belgrado em aproximadamente uma década, foi considerada um teste da disposição da Sérvia em se tornar um país mais moderno, dando abertura à sociedade depois de anos de conflitos estimulados por aversões étnicas.
O surto de violência aconteceu apenas dois dias antes da visita da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, com o objetivo de reafirmar o apoio de Washington às aspirações da Belgrado na União Europeia (UE).
A primeira parada gay de Belgrado aconteceu em 2001 e também acabou em violência. A do ano passado foi cancelada na véspera devido às ameaças de grupos homofóbicos.
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Confira tambémDistúrbios deixam dezenas de feridos
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Veja Relacionados: servia, parada gay, feridos, confrontos
servia parada gay feridos confrontos .
fonte: http://noticias.r7.com/internacional/noticias/parada-gay-termina-com-mais-de-cem-feridos-na-servia-20101010.html
Religiões têm 'papel fundamental' para esclarecer sobre aborto, diz Dilma
Ela participou de encontro com aliados no Sindicato dos Metalúrgicos, em SP.
Candidata petista voltou a afirmar que é contrária à prática.
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff reafirmou nesta sexta-feira (8), em evento com aliados em São Paulo, que, se eleita, as mulheres que fazem aborto não serão tratadas como “questão de polícia”.
Segundo ela, as religiões “têm papel fundamental para esclarecer as mulheres” e não deixar que elas “incorram nesse tipo de atitude”. O encontro entre a petista e os aliados foi no Sindicato dos Metalúrgicos.
“Eles ficam falando que eu sou a favor do aborto. Eu quero dizer que eu, como pessoa, sou contra o aborto porque é uma violência contra a mulher. Agora eu, como presidente da República, não fecharei meus olhos para as milhares ou milhões de mulheres, adolescentes, mulheres pobres, que, em momento de desespero, sem proteção, porque não sabem se podem criar seus filhos ou não, cometem atos extremos e alguns deles que colocam a vida delas em risco. Eu não tratarei essas mulheres como questão de polícia. É uma questão de saúde”, disse.
“A gente terá de fazer uma campanha que una todas as igrejas, todas as comunidades, estado, município e governo federal e que assegure para todas as mulheres, em qualquer estágio de gravidez, que elas poderão criar seus filhos com dignidade”, afirmou a petista.
Boato sobre aborto é ‘terrorismo’, diz coordenador de campanha de Dilma.
Dilma voltou a citar sua vida pessoal como exemplo de que não é a favor do aborto.
“Vi minha filha única se aproximar da hora do parto, vi meu neto nascer e ser batizado. Quero dizer para vocês que uma pessoa que viu a manifestação da vida dentro da sua família não pode jamais ser contra a vida.”
A candidata argumentou que o governo Lula é "a favor da vida" porque elevou as condições econômicas da pessoas. Dilma ainda disse que sua candidatura representa “a corrente do bem”. “No dia 31 [de outubro], vamos olhar para a urna com aquela alegria porque vamos ser vitoriosos. Nós, de fato, representamos a corrente do bem, e não a corrente do mal que campeia por aí”, disse a candidata.
“Esse é o verdadeiro projeto a favor da vida. Esse projeto colocou na ordem do dia o resgate da família brasileira porque, quando elevaram a desigualdade no país a níveis absurdos, a consequência disso foi uma só, o esfacelamento da família”, disse a petista.
Participaram do evento o candidato a vice na chapa de Dilma, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o ex-ministro e deputado federal Ciro Gomes (PSB), senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira (PDT-SP), entre outras lideranças dos partidos aliados.
'Liberdade de crença e religião'
No discurso, Dilma falou ainda em “liberdade de crença e religião”. “Aqui, as igrejas todas convivem, aqui nunca conhecemos guerra religiosa. Aqui tem um povo generoso e temente a Deus.”
Antes da petista, o senador Aloizio Mercadante (PT), que concorreu o governo de São Paulo, disse que o “terrorismo, o medo e a mentira” são usados como “arma política” atualmente.
Ela afirmou que o mesmo ocorreu em 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva disputou a presidência da República, e relembrou a militância política ao lado da senadora Marina Silva (PV), que deixou o PT em 2009.
“Eu me lembro, em 89, a Marina, que sempre foi uma mulher de fé, a indignação dela quando diziam que o Lula fecharia todos os templos evangélicos desse país. Está aí: oito anos de governo, liberdade religiosa, respeito mais absoluto ao culto, à fé de cada um”, afirmou.
Coração de Marina 'bate do lado esquerdo', diz senador
Mercadante, que foi líder do governo no Senado, também pediu o apoio de Marina no segundo turno, afirmando que o coração dela “bate do lado esquerdo”. A senadora do PV ficou em terceiro lugar na disputa pela Presidência da República, com quase 20 milhões de votos. O apoio dela no segundo turno é disputado pelo PT e pelo PSDB.
“Não teve uma votação que eu não estivesse com Marina no plenário durante esses sete anos enquanto ela era ministra e quando ela voltou a ser senadora. E sempre contra quem? Contra os mesmos que hoje dizem que querem o apoio dela. Minha querida Marina, seu coração bate do lado esquerdo. Você pode mudar de posição, e eu respeito a Marina porque acho que é sincera a luta que ela desenvolve. Mas você Marina, pela sua história e pela nossa história, você não pode mudar de lado, seu lado é aqui, é junto com Dilma, é junto com Lula”, disse.
'Contradições'
O ex-ministro e deputado federal Ciro Gomes (PSB), que passou a fazer parte da coordenação de campanha de Dilma no segundo turno, discursou antes da candidata. Ele disse que foi questionado por estudantes sobre as alianças na coligação.
“Quando eu cheguei, duas estudantes, Dilma, me perguntaram como a gente explica as contradições de certos apoios que estão na nossa coligação ou se juntando a nós. É preciso ter humildade, nós reconhecemos, pelo menos eu, que há uma contradição. Mas eu explico com muita humildade. Essa contradição é uma imposição da vida brasileira. Ninguém governa esse país sozinho. O Brasil é de muitos brasileiros, tem muita diversidade de opinião”, afirmou.
fonte: http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/10/religoes-tem-papel-fundamental-para-esclarecer-sobre-aborto-diz-dilma.html
Candidata petista voltou a afirmar que é contrária à prática.
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff reafirmou nesta sexta-feira (8), em evento com aliados em São Paulo, que, se eleita, as mulheres que fazem aborto não serão tratadas como “questão de polícia”.
Segundo ela, as religiões “têm papel fundamental para esclarecer as mulheres” e não deixar que elas “incorram nesse tipo de atitude”. O encontro entre a petista e os aliados foi no Sindicato dos Metalúrgicos.
“Eles ficam falando que eu sou a favor do aborto. Eu quero dizer que eu, como pessoa, sou contra o aborto porque é uma violência contra a mulher. Agora eu, como presidente da República, não fecharei meus olhos para as milhares ou milhões de mulheres, adolescentes, mulheres pobres, que, em momento de desespero, sem proteção, porque não sabem se podem criar seus filhos ou não, cometem atos extremos e alguns deles que colocam a vida delas em risco. Eu não tratarei essas mulheres como questão de polícia. É uma questão de saúde”, disse.
“A gente terá de fazer uma campanha que una todas as igrejas, todas as comunidades, estado, município e governo federal e que assegure para todas as mulheres, em qualquer estágio de gravidez, que elas poderão criar seus filhos com dignidade”, afirmou a petista.
Boato sobre aborto é ‘terrorismo’, diz coordenador de campanha de Dilma.
Dilma voltou a citar sua vida pessoal como exemplo de que não é a favor do aborto.
“Vi minha filha única se aproximar da hora do parto, vi meu neto nascer e ser batizado. Quero dizer para vocês que uma pessoa que viu a manifestação da vida dentro da sua família não pode jamais ser contra a vida.”
A candidata argumentou que o governo Lula é "a favor da vida" porque elevou as condições econômicas da pessoas. Dilma ainda disse que sua candidatura representa “a corrente do bem”. “No dia 31 [de outubro], vamos olhar para a urna com aquela alegria porque vamos ser vitoriosos. Nós, de fato, representamos a corrente do bem, e não a corrente do mal que campeia por aí”, disse a candidata.
“Esse é o verdadeiro projeto a favor da vida. Esse projeto colocou na ordem do dia o resgate da família brasileira porque, quando elevaram a desigualdade no país a níveis absurdos, a consequência disso foi uma só, o esfacelamento da família”, disse a petista.
Participaram do evento o candidato a vice na chapa de Dilma, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o ex-ministro e deputado federal Ciro Gomes (PSB), senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira (PDT-SP), entre outras lideranças dos partidos aliados.
'Liberdade de crença e religião'
No discurso, Dilma falou ainda em “liberdade de crença e religião”. “Aqui, as igrejas todas convivem, aqui nunca conhecemos guerra religiosa. Aqui tem um povo generoso e temente a Deus.”
Antes da petista, o senador Aloizio Mercadante (PT), que concorreu o governo de São Paulo, disse que o “terrorismo, o medo e a mentira” são usados como “arma política” atualmente.
Ela afirmou que o mesmo ocorreu em 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva disputou a presidência da República, e relembrou a militância política ao lado da senadora Marina Silva (PV), que deixou o PT em 2009.
“Eu me lembro, em 89, a Marina, que sempre foi uma mulher de fé, a indignação dela quando diziam que o Lula fecharia todos os templos evangélicos desse país. Está aí: oito anos de governo, liberdade religiosa, respeito mais absoluto ao culto, à fé de cada um”, afirmou.
Coração de Marina 'bate do lado esquerdo', diz senador
Mercadante, que foi líder do governo no Senado, também pediu o apoio de Marina no segundo turno, afirmando que o coração dela “bate do lado esquerdo”. A senadora do PV ficou em terceiro lugar na disputa pela Presidência da República, com quase 20 milhões de votos. O apoio dela no segundo turno é disputado pelo PT e pelo PSDB.
“Não teve uma votação que eu não estivesse com Marina no plenário durante esses sete anos enquanto ela era ministra e quando ela voltou a ser senadora. E sempre contra quem? Contra os mesmos que hoje dizem que querem o apoio dela. Minha querida Marina, seu coração bate do lado esquerdo. Você pode mudar de posição, e eu respeito a Marina porque acho que é sincera a luta que ela desenvolve. Mas você Marina, pela sua história e pela nossa história, você não pode mudar de lado, seu lado é aqui, é junto com Dilma, é junto com Lula”, disse.
'Contradições'
O ex-ministro e deputado federal Ciro Gomes (PSB), que passou a fazer parte da coordenação de campanha de Dilma no segundo turno, discursou antes da candidata. Ele disse que foi questionado por estudantes sobre as alianças na coligação.
“Quando eu cheguei, duas estudantes, Dilma, me perguntaram como a gente explica as contradições de certos apoios que estão na nossa coligação ou se juntando a nós. É preciso ter humildade, nós reconhecemos, pelo menos eu, que há uma contradição. Mas eu explico com muita humildade. Essa contradição é uma imposição da vida brasileira. Ninguém governa esse país sozinho. O Brasil é de muitos brasileiros, tem muita diversidade de opinião”, afirmou.
fonte: http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/10/religoes-tem-papel-fundamental-para-esclarecer-sobre-aborto-diz-dilma.html
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